“Whatever you do in life will be insignificant, but it is very important that you do it because... You can't know... You can't ever really know the meaning of your life... And you don't need to... Just know that your life has a meaning... Every life has a meaning... Whether it lasts one hundred years or one hundred seconds... Every life... And every death changes the world in its own way... Ghandi knew this. He knew his life would mean something to someone, somewhere, somehow. And he knew with as much certainty that he could never know that meaning... He understood that enjoying life should be of much greater concern then understanding it. And so do I.
You can't know... So don't take it for granted...But don't take it too seriously... Don't postpone what you want... Don't leave anything misunderstood... Make sure the people you care about know... Make sure they know how you really feel...Because just like that... IT COULD END!”
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Remember Me
domingo, 28 de março de 2010
Te olho nos olhos...
"Te olho nos olhos e você reclama Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
domingo, 21 de março de 2010
Independente(mente) de tudo...

A verdade é que cheguei ao ponto de perceber que estou muito agradecida a Deus, ao mundo, à vida, à sorte... whatever... Tenho uma família que me ama de uma forma impressionante, tenho uma casa, uma cama, alimentação... Tenho saúde e Educação... Tenho bons amigos, tenho grandes colegas... Tenho valores, convicções... Porque construí-os com erros, pessoas, conselhos, opiniões, desabafos, confissões e análises à minha consciência... Sei entregar-me de corpo e alma (a tudo e todos que valem a pena), sem ter que entregar só um dos dois, sem ter que vender nenhum... Sei fazer um milhão de coisas e tenho outros milhões para aprender, a cada dia... E amanhã... Amanhã será mais um (bendito) dia...
Obrigado a todos os que me amam... Fazem de cada dia, um dia especial... Fazem de mim, uma Pessoa.
(E quando vier o dia em que não me sinta 'independente'... recordem-me deste)
... obrigado porque me amas!
sexta-feira, 12 de março de 2010
I'm sure I'm not being rude, but it's just your attitude,
It's tearing me apart, It's ruining everything.
I swore, I swore I would be true, and honey, so did you.
So why were you holding her hand? Is that the way we stand?
Were you lying all the time? Was it just a game to you?
But I'm in so deep. You know I'm such a fool for you.
You got me wrapped around your finger, ah, ha, ha.
Do you have to let it linger? Do you have to, do you have to,
Do you have to let it linger?
Oh, I thought the world of you.
I thought nothing could go wrong,
But I was wrong. I was wrong.
If you, if you could get by, trying not to lie,
Things wouldn't be so confused and I wouldn't feel so used,
But you always really knew, I just wanna be with you.
... "
"Oh, my life is changing everyday,
In every possible way.
And oh, my dreams, it's never quite as it seems,
Never quite as it seems.
I know I've felt like this before, but now I'm feeling it even more,
Because it came from you.
And then I open up and see the person falling here is me,
A different way to be.
Ah, la da ah...
La...
I want more impossible to ignore,
Impossible to ignore.
And they'll come true, impossible not to do,
Impossible not to do.
And now I tell you openly, you have my heart so don't hurt me.
You're what I couldn't find.
A totally amazing mind, so understanding and so kind;
You're everything to me.
Oh, my life,
Is changing every day,
In every possible way.
And oh, my dreams,
It's never quite as it seems,
'Cause you're a dream to me,
Dream to me.
Ah, da, da da da, da, la... "
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
What About Now?

(Acho que) (também) Tenho Saudades.
...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
DIZER NÃO!
Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.
Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.
Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.
Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.
Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.
Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.
Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenarmo-nos em gado sob o comando de um pastor.
Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.
Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Não vou por aí...
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Manias (!?) Tenho!
"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Bom, 5 manias...
1ª PC. Photoshop/MSN/Redes Sociais... Internet em geral. Acho que a primeira coisa que faço quando me levanto é ligar o pc (Quando estou em casa.. Quando não estou, é a primeira coisa que faço quando chego a casa.) Só depois vou tratar da minha vidinha. Adoro conversas... Principalmente que englobem assuntos polémicos. Desde Futebol, Religião, Política, Sexo até a assuntos como Vida depois da Morte...
2ª Idolatrar. Tenho a mania de manter sempre algumas pessoas em mente, com sentimentos invulgares de admiração, respeito e carinho... Sejam eles da área do futebol (que engloba a maior parte do plantel do Benfica, com especial carinho pelo Nuno), da música (o meu querido Pedro... Nunca me sai da cabeça ;) ), do cinema (dear Brad Pitt...uhh), sejam eles da área "Família" (estão todos sempre muiiito presentes), ou amigos (clarooo, como poderia viver sem eles?) ...
3ª Saudosismo. Páro muito para pensar e recordar imensas coisas... E talvez perca tempo assim... Gosto também de guardar tudo o que tenha entrado na história de momentos importantes para mim. Desde bilhetes (comboios/concertos/jogos...) a papéis, desde palhinhas a postais, desde revistas e jornais a cartazes... e revê-los sempre que posso. E aqui entra uma ligeira mania também: Fotografia. Tenho a mania que sou fotógrafa, e quando posso tiro fotos a tudo e a todos... Adoro registar momentos!
4ª Ler/Escrever/Ouvir música. Principalmente se puder fazer tudo ao mesmo tempo e com muitos sentimentos envolvidos. Sejam maus, sejam bons. Gosto muito de escrever tudo o que sinto nem que seja para riscar logo a seguir. Gosto de tentar perceber o que sinto... Porque, acreditem, não é fácil! Adoro ler coisas com as quais eu me identifique e guardá-las para citá-las depois (respeitando o autor, claro!)... E adoro fazer tudo isso ao som de música...
5ª Só faço as coisas quando (e porque) me aptece. Garanto-vos. Inclusivé, estudar, sim... É verdade. Talvez seja por isso que por vezes me dou tão mal... Mas acredito piamente que também é por isso que me dou tão bem outras vezes... É muito mais fácil de fazer e assimilar as coisas quando o fazemos com vontade... Às vezes isso irrita um pouco a minha mãe, como é óbvio porque o meu quarto está muitas vezes uma confusão... Mas ao contrário do que pensam, a vontade de arrumar o quarto e de estudar aparecem mais vezes do que aparentam... Quando acabo de fazer todas as manias acima referidas, se não quero ficar entediada... Mais vale fazer qualquer coisa ;))
E deixo o desafio à Carolina, ao Rui, à Guida e à Karla... Deveriam ser 5... Mas eu ligo pouco a isto e nem sei quem tem o blog ou não... Estes têm me acompanhado, e eu sei que têm blogs activos... (ou ativos, segundo o novo acordo ortográfico...acho que não me vou habituar a dar "erros"...)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
... em busca do meu eu (?)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Cativa-me *
"... - Quem és tu? - perguntou o principezinho - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho - Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo- disse a raposa- Ainda ninguém me cativou...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar.
- "Cativar" quer dizer o quê?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa - de que andas tu à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - "Cativar" quer dizer o quê?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu- disse a raposa. - Quer dizer "Criar laços"...
- Criar laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê, por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti...
Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante?
Eu não gosto de pão e, por isso, o trigo não me serve para nada.Os campos de trigo não me fazem lembrar nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da côr do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso!O trigo é dourado e há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do som do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
- Se fazes favor... Cativa-me! - acabou finalmente por pedir.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho, - mas não tenho muito tempo - tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos o que cativamos - disse a raposa.
- E tenho de fazer o quê? - disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa.
- Por exemplo, se vieres às quatro horas, às três, já eu começo a estar feliz - E quanto mais perto fica da hora, mais feliz me sinto. Às quatro em ponto hei-de estar toda agitada e toda inquieta: fico a conhecer o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca vou saber a que horas hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... "
O Principezinho
Antoine de Saint-Exupéry
domingo, 20 de setembro de 2009
A Promiscuidade Tira a Vontade
Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. 0 sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade. Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz. Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade. "
Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'
domingo, 9 de agosto de 2009
Sou.
domingo, 2 de agosto de 2009
Organizando-me ;
Desabafo!...
PS: decifra-me (ou devoro-te)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Quando apanho gente que diz que não está para se apaixonar ou, pior, que "não tem tempo", rio-me. A paixão controla-se, mas só até um certo ponto. Depois somos todos um fiasco ou uns garanhões. Quando me separei para ir viver o meu jogo, seduzida que estava, deparei pela primeira vez com o fracasso. Eu julgava ter o meu apaixonado 'na mão', mas ele, sem rodeios, deu-me com os pés. Ainda bem, penso eu agora, e não é uma saída airosa para a desgraça passada. O rapaz serviu só para eu me lançar no mercado e nunca seria um bom companheiro (nem amante!) para mim. Ainda há dias dizia a uma amiga desgostosa com o amor: porque é que não havemos de olhar para o fim das relações como o início de qualquer outra coisa significativa nas nossas vidas? Porque é que o fim tem de ser sempre a desgraça, a fossa, o abismo? (...) Estarei a ficar 'freak' com estes pensamentos? O que é certo é que a minha amiga não tugiu nem mugiu. Deve ter pensado: "É muito fácil pensar, mas passar por elas..."
Eu já passei por elas e por eles e, olhando para trás, o que vejo é sempre a mesma história, os meus erros, a mesma ansiedade. Repetimos até à exaustão o que julgáramos já ter aprendido. A paixão cega e, pior de tudo, torna-nos vulneráveis. Esse estado de graça que pode ser a vulnerabilidade tem o seu quê de trágico quando não é correspondido. Dois amantes vulneráveis e em paixão equitativa choram e vêem o mundo de outra forma. Quando só um deles está frágil, o mundo pode ser um lugar muito injusto. Essa coisa da vulnerabilidade, que nos homens se disfarça melhor, nas mulheres é uma catástrofe. (...)
A vulnerabilidade é um vírus. E os cientistas ainda não descobriram a cura que nos salve. Ainda assim, antes doentes que sem tempo para amar."
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A morte de uma relação começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem ao que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mencionado, mas que tem o seu valor,pois é o lado mais importante do ser humano... "
Tornei-me vulgar e deixei a minha vida ser guiada por isso. Foi então que tomou a rota errada e embateu no sítio certo. Previ o fim da estrada antes dela acabar e deixei-me ir. Nunca travei para não fugir. E assim que o precipício chegou comecei a cair... A cada centímetro do meu corpo era acrescentado um valor de nojo e sempre que podias avisar-me que havia um pára-quedas para evitar a queda bruta não o fazias. E acompanhavas-me na queda como se sentisses necessidade de me proteger, culpa. Contemplavas-me enojado, mas não conseguias afastar os olhos. A uns segundos do chão puxaste o teu pára-quedas e subiste pela inércia do ar... Deixaste-me cair. Pensei que pelo menos tentasses evitá-lo. Não doeu a queda, doeu a atitude... Salvaste-te com uma subida tão rápida e com um ar de superioridade tão repreensível que não deixaste dizer-te... Aquilo que eu fui para ti, foi porque tu quiseste que eu o fosse e tu foste igualzinho para mim. A diferença é que eu não te fiz sentir mal por isso. Consciencializa-te que somos fracos, mas tu és mais. A repulsa não é tua, é nossa. O ser imundo não sou eu, somos nós.
Agora resta-nos ouvir o inaudível. Há uma outra relação para manter. (Espero eu)
Sempre foi assim...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Falar de mim...

Não sei bem quem sou, não sei bem por onde ando! A maior parte do tempo estou só... Quero aproveitar o bom da vida sem que para isso precise de me preocupar demasiado... Tento ter sempre como palavra de ordem 'relax' porque não quero fazer tempestades em copos de água... Quero descanso, paz e harmonia. Naturalmente, sou algo melancólica: gosto de pensar e repensar na vida e sou bastante romântica! Deixo-me sempre levar pela doce amargura de um coração partido. No amor sou muito centrada na vida a dois e no outro. Gosto de recordar os bons momentos, de me emocionar de surpreender. Sou dada a amores platónicos... Tenho uma tendência irresistível para amores impossíveis e para perpetuar paixões mantidas em segredo pela minha timidez e insegurança. Sou criativa até na maneira de proclamar o meu amor e estou sempre a pensar em novas maneiras de surpreender... Sou doce e sensível e gosto de dar atenção à outra pessoa. Sou muito descontraída e divertida, mas nas relações gosto de sentir compromisso e seriedade. Penso muito no passado e isso impede-me de seguir em frente. Gosto de ter momentos de comunhão com o outro e ter umas boas taquicardias resultantes de momentos inesquecíveis e arrebatadores! Sou apreciadora do amor por si só e não necessariamente por ser correspondido... Não sou muito ambiciosa... Valorizo o que de bom me acontece e tento sempre não ter mau perder. Normalmente sou levada pelas minhas emoções mais do que pelo meu lado racional. Gosto de ser simpática, de conversar, de me divertir e conviver mas tento passar despercebida... sou sensível mas não gosto de partilhar isso com os outros. Gosto muito de trabalhar em equipa, tenho espírito de camaradagem e adoro dar uma boa gargalhada.. Posso parecer um pouco bizarra por ter explosõezitas inocentes e também pode parecer que tenho uma frieza assustadora. Não é verdade... Mas normalmente faço para que mereçam a minha confiança... Para terminar: Acho que 'Os momentos ideais não existem, temos de ser nós a fazê-los! Ou arriscamos e saltamos para o poço ou ficamos apenas a olhar e a pensar como seria "O País das Maravilhas".'
E chamo-me... Daniela Rebelo... Muito Prazer!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Eduardo Sá!

-Claro que queremos a pessoa toda só para nós. E por isso mesmo custa-me a perceber que o ciúme faça bem. O ciúme faz doer, cansa, e pode mesmo ser destrutivo.
-Se formos espertos, sabemos que o ciúme nos ajuda a perceber que, se dividirmos um bocadinho da pessoa de quem gostamos muito com mais alguém (só um bocadinho), saímos a ganhar. E sempre que não toleramos dividi-la, isso não quer dizer que não tenhamos dúvidas sobre ela, mas que estamos tão inseguros do que valemos para ela que mais vale não a deixar fazer quaisquer comparações porque, senão, perdemos a taça para o mais enfadonho dos companheiros do mundo.
-Mas o que é isso de dividir a pessoa um bocadinho?
-Dividir um bocadinho é perceber que uma pessoa só tem de ser toda nossa quando não faz parte de nós.
-Bom, e depois há aquelas pessoas que respiram ciúme, que se alimentam de ciúme, que são só ciúme, e destroem qualquer relação.
-O ciúme é humano. O delírio de ciúmes é demoníaco. Essas pessoas são pessoas doentes. Pessoas certamente tão marcadas por inúmeras decepções que, para não enlouquecerem com tudo o que as leva a desconfiar do que sentem, desconfiam compulsivamente de quem gosta delas.
-Provavelmente são pessoas com uma auto-estima tão pequenina, tão pequenina, que dificilmente conseguem acreditar que alguém possa, realmente, gostar delas e só delas. Mas quando não é patológico , o ciúme pode ser uma espécie de acendalha de uma relação. Uma chamazinha de ciúme põe-nos em causa, e isso faz com que não nos deixemos "dormir em serviço". Sentir o tapete fugir-nos levemente por debaixo dos pés pode ter essa grande vantagem de nos estimular, não é? De tentarmos conquistar - todos os dias - a pessoa de quem gostamos.
-É. sobretudo porque o ciúme é uma forma de dizermos por outras palavras: "Tenho medo que não gostes de mim!"
-O dia tem 24 horas... Se ele (ou ela) tiver uma paixão de 12 em 12 horas, isto dá...730 paixões por ano! Agora, a sério: Um adolescente devia ter imensos flirts, muitas paixões e alguns namoros. E os namorados, só dão inquietações e insucesso escolar?
-Não, absolutamente! Os namorados dão inquietações, dão insónias, podem dar algumas desatenções nos estudos, mas são o melhor que há para crescer com saúde. Porque é que os adolescentes falam mais facilmente com um amigo ou com uma amiga, por exemplo, do que com o pai ou com a mãe?
-Porque só contamos o mais secreto dos nossos pensamentos a quem desvenda os segredos do nosso coração.
-Ora essa! E quem melhor que o pai ou a mãe para nos conhecer e desvendar o nosso coração?
-O melhor amigo. A confidente. A namorada. Sabe porquê? Porque, para muitos pais, o coração dos adolescentes é um "abre-te sésamo" sem password.
(...) Quando alguém diz - por palavras, actos ou omissões - "não gosto de ti!", está a dizer:"Luta por mim!"... Duas vezes."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
“Diário da tua ausência”
“Nietzsche, que tinha tanto de louco como de sábio, escreveu que a grandeza de um homem está em ser uma ponte e não uma meta. Mas ninguém consegue construir uma ponte sozinho, nem carregar um piano, nem mudar uma casa, por isso aprendi algo mais difícil: aprendi a ficar quieta quando aquilo que mais quero e desejo não depende só de mim. E com essa nova e preciosa lição veio a paz, a tranquilidade, a harmonia dos dias sossegados e das noites de sono profundo. Aprendi muito contigo, com certeza mais do que possas imaginar. Aprendi com os meus erros, porque é quando se perde que a lição é mais importante. Devia ter ficado quieta mais vezes, devia ter respeitado o teu silêncio e o teu espaço, deixar-te em paz em vez de te pedir o mundo, porque iria sempre amar-te, estivesses ou não ao meu lado, porque fazes parte de mim, mesmo sem saber se és a primeira ou a última peça do meu dominó, mesmo sem saber se o vais pôr de pé ou deitá-lo abaixo.O amor tem o seu próprio mistério, tentar desvendá-lo é um erro, tentar apressá-lo um crime. Se um dia destes te apetecer voltar para os meus braços e construir um sonho comigo, podes bater à porta porque estarei por aqui, mergulhada numa paz tranquila e nova que me ensinaste sem saber. O amor é mesmo assim: damos aos outros o nosso melhor sem sequer o saber. E tudo o que damos nunca se perde, nada se perde, apenas se transforma e se guarda numa caixa que só o futuro conhece e desvenda. (…) Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.”
Margarida Rebelo Pinto
Elogio ao Amor
“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”
(Miguel Esteves Cardoso)